Acho o erro essencial e indispensável. É característico da vida. Impele-nos a mudar.
O erro parece ser variabilidade, diversidade e evolução.
Cometo muitos erros, uns propositados (como o título deste blog, por exemplo), outros completamente despropositados . Um dos disparatados foi ter apagado tudo que estava ali para baixo.
Gosto do erro porque se revela.
Segundo neurologistas, o nosso cérebro dá-nos percepções erradas da realidade.
O curioso é que são esses erros que permitem um comportamento inteligente numa realidade tão complexa. Uma máquina que aborde o mundo numa perspectiva pura da lógica, é incapaz de se comportar inteligentemente na nossa realidade. Percebe-se que as falhas no tratamento de informação feito pelo nosso cérebro, são capacidades inigualáveis, que nenhuma máquina pode ainda reproduzir.
Há no entanto erros que tendo nós conhecimento deles, poderíamos tentar limitar.
Este poderá ser um exemplo:
- Ser coerente a qualquer preço.
Verifica-se que o nosso cérebro tem tendência a agir mais fácilmente no sentido de confirmar as nossas posições iniciais, do que pelo contrário, agir de maneira a contradizer a posição já tomada.
Uma experiência realizada não me lembro por quem, mas que imagino que possam ter sido psicólogos, verificou este facto:
-Apenas 30% dos transeuntes que viam caír uma nota da bolsa de uma outra pessoa (alguém contratado para o efeito) , a devolviam espontâneamente ao seu proprietário.
Por outro lado, a taxa subiu para 70% quando alguém dez minutos antes (também um "actor"), pediu que lhe indicassem o caminho, agradecendo calorosamente a sua civilidade.
Concluiu-se que transmitir a alguém a ideia de que é civilizado, semeia nele a ideia de confirmar essa imagem. (Neste caso uma indução pela positiva)
Tenta-se evidenciar que o facto de um indivíduo adoptar uma escolha, o faz sentir aprisionado. A tendência é conformar-se e adoptar comportamentos no mesmo sentido.
Eu decidi parar de escrever, mas não me sinto de maneira nenhuma aprisionada a essa escolha. Conhecendo este "erro " do cérebro de se enformar num comportamento anterior, não deixo de fazer aquilo que agora tenho vontade - escrever aqui.
Wednesday, November 09, 2005
Saturday, November 05, 2005
De um episódio de fuga - a apoptose ou o silêncio da anulação da linguagem.
Uma vez escrevi (estava ali em baixo, agora não sei onde está) que só dividimos o que diminui. No entanto acrescentei no fim, que dividíamos a vida (e que nos ofereciam a morte).
É evidente que falava de nós, de complexos de sistemas vivos.
As células dividem-se e aumentam, criando tecidos e formando orgãos. Existem no entanto no ciclo celular dois processos opostos. A divisão celular, e a morte celular. A esta morte celular chama-se apoptose.
A apoptose remove determinadas células durante o crescimento e desenvolvimento, permitindo, em equilíbrio com a mitose (divisão celular), manter a forma dos orgãos, do corpo.
Os mecanismos que controlam o ciclo celular ainda não são totalmente conhecidos. Sabe-se no entanto que há sinais químicos que controlam o ciclo celular; sinais que provêm de fora e de dentro da célula. Os sinais exteriores são os hormônios, que agem à distância. Os sinais internos são duas proteínas, uma delas a ciclina, a outra - a quinase. A quinase poderia chamar-se quinau ( acto ou efeito de corrigir um erro ), vinha mais a propósito.
A mudança do estado de quiescência é essencial para um estado de crescimento activo.
Uma vez escrevi (estava ali em baixo, agora não sei onde está) que só dividimos o que diminui. No entanto acrescentei no fim, que dividíamos a vida (e que nos ofereciam a morte).
É evidente que falava de nós, de complexos de sistemas vivos.
As células dividem-se e aumentam, criando tecidos e formando orgãos. Existem no entanto no ciclo celular dois processos opostos. A divisão celular, e a morte celular. A esta morte celular chama-se apoptose.
A apoptose remove determinadas células durante o crescimento e desenvolvimento, permitindo, em equilíbrio com a mitose (divisão celular), manter a forma dos orgãos, do corpo.
Os mecanismos que controlam o ciclo celular ainda não são totalmente conhecidos. Sabe-se no entanto que há sinais químicos que controlam o ciclo celular; sinais que provêm de fora e de dentro da célula. Os sinais exteriores são os hormônios, que agem à distância. Os sinais internos são duas proteínas, uma delas a ciclina, a outra - a quinase. A quinase poderia chamar-se quinau ( acto ou efeito de corrigir um erro ), vinha mais a propósito.
A mudança do estado de quiescência é essencial para um estado de crescimento activo.
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