Wednesday, December 31, 2008
Monday, December 29, 2008
hipocampo e amígdala
A amígdala, um laboratório onde se memoriza emoção; o hipocampo, um laboratório onde se aprende memória. Elipse de confiança, um gráfico para interpretar resultados em programas interlaboratoriais.
Wednesday, December 24, 2008
Monday, December 22, 2008
Wednesday, December 17, 2008
Olhe-se e veja-se, o blogue contraiu. Não será variação térmica, menos provável será ter encurtado as fibras musculares. Não fui eu que o encolhi, e se o fiz foi involuntário. Curioso, entrou em contracção e não faço a menor ideia se isto continua a encolher até um colapso, ou até que a Alice pare de crescer.
Monday, December 15, 2008
Wednesday, December 10, 2008
"A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.
Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. "
Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. "
Monday, December 08, 2008
Friday, December 05, 2008
Wednesday, November 26, 2008
Sei pai, que nasceste no Algarve, mas sempre me disseste que querias morrer no Alentejo, sozinho com um cão. Morreste aqui, comigo ao lado.
Sei, não, não sei, se aí há palavras, espero que não, quem descansaria?
Mas canto, canto talvez aí chegue, a música não é daqui.
Um abraço, parabéns pelos teus setenta anos.
Sunday, November 16, 2008
Tuesday, November 11, 2008
Monday, October 27, 2008
Há mil segredos,
A murmurar...
E altas canções,
Vindas no fresco Zéfiro do mar....
in Senhora da Noite, Teixeira de Pascoaes
À Chloris (Reynaldo Hahn)
Descobri-a há uns meses, aqui, através da blogosfera.
Aos meus ouvidos, é extraordinariamente bela. Sendo imitação ou homenagem ao período barroco, não deixa de ser um surpreendente fresco.
A murmurar...
E altas canções,
Vindas no fresco Zéfiro do mar....
in Senhora da Noite, Teixeira de Pascoaes
À Chloris (Reynaldo Hahn)
Descobri-a há uns meses, aqui, através da blogosfera.
Aos meus ouvidos, é extraordinariamente bela. Sendo imitação ou homenagem ao período barroco, não deixa de ser um surpreendente fresco.
Friday, October 24, 2008
Parece mais fácil animare em deus e desanimar nos homens, já que tantas vezes a sua plasticidade mimética os transforma em seguidores de consciência alheia. Que difícil, é acreditar nos homens, que importante é fazê-lo. Deus não precisa.
Animo-me com este cinema desenhado pelas linhas das danças eslavas, a nº7, op.46, de Dvorak. De Bruno Bozzetto, uma caricatura do comportamento humano - a galinha da vizinha não será melhor que a minha - seguidismo ma non troppo.
Animo-me com este cinema desenhado pelas linhas das danças eslavas, a nº7, op.46, de Dvorak. De Bruno Bozzetto, uma caricatura do comportamento humano - a galinha da vizinha não será melhor que a minha - seguidismo ma non troppo.
Friday, October 17, 2008
Não há quem não saiba que não é uma soma de grandezas físicas, mesmo que estas se pudessem medir com exactidão.
Que não é porção misturada, que não é replicação transcrição e tradução de informação, que não é banco de dados de experiências dentro de conhecimento a priori.
Não há ser que não saiba que não sabe o que é.
O que é o homem da mão e da voz.
Wednesday, October 15, 2008
30 anos
Le Bon Dieu
Toi
Toi si tu étais le Bon Dieu
Tu ferais valser les vieux
Aux étoiles
Toi
Toi si tu étais le Bon Dieu
Tu allumerais des bals
Pour les gueux
Toi
Toi si tu étais le Bon Dieu
Tu ne serais pas économe
De ciel bleu
Mais
Tu n'es pas le Bon Dieu
Toi tu es beaucoup mieux
Tu es un homme
Tu es un homme
Tu es un homme.
Toi
Toi si tu étais le Bon Dieu
Tu ferais valser les vieux
Aux étoiles
Toi
Toi si tu étais le Bon Dieu
Tu allumerais des bals
Pour les gueux
Toi
Toi si tu étais le Bon Dieu
Tu ne serais pas économe
De ciel bleu
Mais
Tu n'es pas le Bon Dieu
Toi tu es beaucoup mieux
Tu es un homme
Tu es un homme
Tu es un homme.
Sunday, October 12, 2008
Não sei se por ser Domingo, se por ter acordado hoje com tanta chuva, se por se porque, apeteceu-me pôr aqui esta espécie de mantra.
Discover Gavin Bryars!
Ouvi isto uma primeira vez à entrada do Cabo da Roca, “Donde a Terra se acaba e o mar começa”. Assim, com aquela imensidão de mar muito maior que a orquestra, e por isso, com esta voz muitíssimo mais só.
Em casa, depois, pude perceber que se tratava de uma gravação recolhida à voz de um sem abrigo numa das ruas de Londres.
Parece o outro lado da história da menina dos fósforos. Cada mantra, cada frase repetida, é como um fósforo que a menina acende.
O velho sem abrigo também morreu na rua, sem ter chegado a ouvir a gravação e a remistura.
Discover Gavin Bryars!
Ouvi isto uma primeira vez à entrada do Cabo da Roca, “Donde a Terra se acaba e o mar começa”. Assim, com aquela imensidão de mar muito maior que a orquestra, e por isso, com esta voz muitíssimo mais só.
Em casa, depois, pude perceber que se tratava de uma gravação recolhida à voz de um sem abrigo numa das ruas de Londres.
Parece o outro lado da história da menina dos fósforos. Cada mantra, cada frase repetida, é como um fósforo que a menina acende.
O velho sem abrigo também morreu na rua, sem ter chegado a ouvir a gravação e a remistura.
Friday, October 10, 2008
Estive anteontem no Teatro da Comuna a assistir à 'reestréia' da peça "Em Chamas", escrita por Charlotte Jones.
O texto entretece urdiduras poéticas verticais, a teia da tela, com o fio da trama em linhas de riso de bergson - “anestesia momentânea do coração”.
As frases sucedem-se com picos de grave ao agudo, sem respiração. Oscilam com a palavra e o palavrão, com a introspecção e a insignificância mordente. Agilidade é o que se pede aos actores. Na minha opinião conseguiram dizê-las sem que se ouvissem as mudanças de registo. Cabia aos espectadores escolher um registo, ou, o que me parece que foi conseguido, ouvir em estereofonia. Escrita ágil, sim, foi o que me pareceu. Quanto à grande forma, não me pareceu tão bem conseguida, muito mais frágil. As ligações entre épocas e personagens pouco consistentes, uma espécie de truque de dramaturgia, truque e não magia.
A tonalidade lembrou-me a da casa de Bernarda Alba, a dominante, o filme Agnes de Deus.
Informações aqui
O texto entretece urdiduras poéticas verticais, a teia da tela, com o fio da trama em linhas de riso de bergson - “anestesia momentânea do coração”.
As frases sucedem-se com picos de grave ao agudo, sem respiração. Oscilam com a palavra e o palavrão, com a introspecção e a insignificância mordente. Agilidade é o que se pede aos actores. Na minha opinião conseguiram dizê-las sem que se ouvissem as mudanças de registo. Cabia aos espectadores escolher um registo, ou, o que me parece que foi conseguido, ouvir em estereofonia. Escrita ágil, sim, foi o que me pareceu. Quanto à grande forma, não me pareceu tão bem conseguida, muito mais frágil. As ligações entre épocas e personagens pouco consistentes, uma espécie de truque de dramaturgia, truque e não magia.
A tonalidade lembrou-me a da casa de Bernarda Alba, a dominante, o filme Agnes de Deus.
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