Sunday, January 11, 2009
Monday, January 05, 2009
O Bloqueio
"Um processamento inteligente de informação deve emergir no universo e, quando este vier a existir, nunca deve cessar"
Princípio antrópico teleológico
(1982/ Frank Tipler)
Na Terra preside um processamento de inteligência de informação que tem como regulador de ordem o ser humano. A nós, atribuímos juízo - percepção, apreensão, aprendizagem, adaptação, decisão, correcção.
Se o juízo tivesse emergido na Terra, a guerra não ganharia pontos com o medo, a impotência, a dor o desespero e a morte.
Que se ganhassem pontos de guerra lutando pelo bem-estar da outra facção; que se ganhasse informação inteligente nos códigos de outros grupos.
O que nos faz inteligentes? Diferimos dos alfas na luta pelo domínio?
A nossa inteligência revela-se artificial e sem capacidade de reprogramação.
Princípio antrópico teleológico
(1982/ Frank Tipler)
Na Terra preside um processamento de inteligência de informação que tem como regulador de ordem o ser humano. A nós, atribuímos juízo - percepção, apreensão, aprendizagem, adaptação, decisão, correcção.
Se o juízo tivesse emergido na Terra, a guerra não ganharia pontos com o medo, a impotência, a dor o desespero e a morte.
Que se ganhassem pontos de guerra lutando pelo bem-estar da outra facção; que se ganhasse informação inteligente nos códigos de outros grupos.
O que nos faz inteligentes? Diferimos dos alfas na luta pelo domínio?
A nossa inteligência revela-se artificial e sem capacidade de reprogramação.
Friday, January 02, 2009
Ontem, no primeiro dia do ano, fui a Sintra e estava a serra cerrada a sete nevoeiros. São Pedro de Sintra, São Pedro na Ribeira, São Pedro em Galamares, em Colares, em Almoçageme, na Praia das Maçãs. Sintra tem mais estações, nenhuma é seca.
«Diz-se que todo o estrangeiro poderá encontrar em Sintra um pedaço da sua pátria. Eu descobri aí a Dinamarca. Mas julguei reencontrar muitos pedaços queridos de outras belas terras...». Disse Christian Andersen.
Pois ontem, e porque Sintra transpira, encontrei a estepe de Tchekhov.
"Deslizam sobre as planícies largas sombras, como nuvens no céu, e, na inverosímil lonjura, se se olha muito tempo para elas, elevam-se imagens vaporosas e fantásticas que se acumulam umas sobre as outras...
Caminha-se uma hora, duas horas... Encontra-se um velho e misterioso túmulo, ou uma estátua de pedra posta ali, Deus sabe quando e por quem; uma ave nocturna voa silenciosamente por cima da terra e, pouco a pouco, as lendas das estepes, as narrativas daqueles que por ali passam, os contos das velhas amas oriundas das estepes e tudo aquilo que aprendemos por nós próprios e entesouramos na alma, nos vem à cabeça. E então o zumbir dos insectos, as figuras suspeitas e os túmulos, o azul do céu, o luar, o voo duma ave nocturna, tudo quanto se vê e ouve, começa a parecer-nos o triunfo da beleza"
«Diz-se que todo o estrangeiro poderá encontrar em Sintra um pedaço da sua pátria. Eu descobri aí a Dinamarca. Mas julguei reencontrar muitos pedaços queridos de outras belas terras...». Disse Christian Andersen.
Pois ontem, e porque Sintra transpira, encontrei a estepe de Tchekhov.
"Deslizam sobre as planícies largas sombras, como nuvens no céu, e, na inverosímil lonjura, se se olha muito tempo para elas, elevam-se imagens vaporosas e fantásticas que se acumulam umas sobre as outras...
Caminha-se uma hora, duas horas... Encontra-se um velho e misterioso túmulo, ou uma estátua de pedra posta ali, Deus sabe quando e por quem; uma ave nocturna voa silenciosamente por cima da terra e, pouco a pouco, as lendas das estepes, as narrativas daqueles que por ali passam, os contos das velhas amas oriundas das estepes e tudo aquilo que aprendemos por nós próprios e entesouramos na alma, nos vem à cabeça. E então o zumbir dos insectos, as figuras suspeitas e os túmulos, o azul do céu, o luar, o voo duma ave nocturna, tudo quanto se vê e ouve, começa a parecer-nos o triunfo da beleza"
Wednesday, December 31, 2008
Monday, December 29, 2008
hipocampo e amígdala
A amígdala, um laboratório onde se memoriza emoção; o hipocampo, um laboratório onde se aprende memória. Elipse de confiança, um gráfico para interpretar resultados em programas interlaboratoriais.
Wednesday, December 24, 2008
Monday, December 22, 2008
Wednesday, December 17, 2008
Olhe-se e veja-se, o blogue contraiu. Não será variação térmica, menos provável será ter encurtado as fibras musculares. Não fui eu que o encolhi, e se o fiz foi involuntário. Curioso, entrou em contracção e não faço a menor ideia se isto continua a encolher até um colapso, ou até que a Alice pare de crescer.
Monday, December 15, 2008
Wednesday, December 10, 2008
"A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.
Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. "
Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. "
Monday, December 08, 2008
Friday, December 05, 2008
Wednesday, November 26, 2008
Sei pai, que nasceste no Algarve, mas sempre me disseste que querias morrer no Alentejo, sozinho com um cão. Morreste aqui, comigo ao lado.
Sei, não, não sei, se aí há palavras, espero que não, quem descansaria?
Mas canto, canto talvez aí chegue, a música não é daqui.
Um abraço, parabéns pelos teus setenta anos.
Sunday, November 16, 2008
Tuesday, November 11, 2008
Monday, October 27, 2008
Há mil segredos,
A murmurar...
E altas canções,
Vindas no fresco Zéfiro do mar....
in Senhora da Noite, Teixeira de Pascoaes
À Chloris (Reynaldo Hahn)
Descobri-a há uns meses, aqui, através da blogosfera.
Aos meus ouvidos, é extraordinariamente bela. Sendo imitação ou homenagem ao período barroco, não deixa de ser um surpreendente fresco.
A murmurar...
E altas canções,
Vindas no fresco Zéfiro do mar....
in Senhora da Noite, Teixeira de Pascoaes
À Chloris (Reynaldo Hahn)
Descobri-a há uns meses, aqui, através da blogosfera.
Aos meus ouvidos, é extraordinariamente bela. Sendo imitação ou homenagem ao período barroco, não deixa de ser um surpreendente fresco.
Friday, October 24, 2008
Parece mais fácil animare em deus e desanimar nos homens, já que tantas vezes a sua plasticidade mimética os transforma em seguidores de consciência alheia. Que difícil, é acreditar nos homens, que importante é fazê-lo. Deus não precisa.
Animo-me com este cinema desenhado pelas linhas das danças eslavas, a nº7, op.46, de Dvorak. De Bruno Bozzetto, uma caricatura do comportamento humano - a galinha da vizinha não será melhor que a minha - seguidismo ma non troppo.
Animo-me com este cinema desenhado pelas linhas das danças eslavas, a nº7, op.46, de Dvorak. De Bruno Bozzetto, uma caricatura do comportamento humano - a galinha da vizinha não será melhor que a minha - seguidismo ma non troppo.
Friday, October 17, 2008
Não há quem não saiba que não é uma soma de grandezas físicas, mesmo que estas se pudessem medir com exactidão.
Que não é porção misturada, que não é replicação transcrição e tradução de informação, que não é banco de dados de experiências dentro de conhecimento a priori.
Não há ser que não saiba que não sabe o que é.
O que é o homem da mão e da voz.
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